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SÁ DA BANDEIRA 
A bonita cidade da nossa rua: Porto O Mercado do Bolhão: o ex-libris da rua
Clique nas fotos para as ver em tamanho normal, com história, no caso do Bolhão
1. A nossa Rua no nosso Quarteirão
2. O nosso Marquês (Sá da Bandeira)
3. Breve História da Rua Sá da Bandeira
1. A nossa Rua no nosso Quarteirão

Vista aérea: o quarteirão fica fácil de localizar com o "ex-libris" Silo-Auto:

Depois de mais de um ano em obras (2000/2001), com o pretexto do Porto 2001 - Capital Europeia da Cultura, a nossa RUA SÁ DA BANDEIRA ficou bonita e agradável, coisa que não era, decididamente, há uns anos atrás. Hoje, com o arranjo urbanístico, só é suplantada pela rua Santa Catarina para um passeio de compras pela baixa do Porto. Fica a faltar a recuperação das fachadas. O prédio onde se situa o nosso escritório está assinalado na planta pelo quadrado branco com uma diagonal, no penúltimo quarteirão da Rua Sá da Bandeira (do ponto de vista de quem sobe), limitado a Norte pela Rua Guedes de Azevedo e a Sul pela Rua da Firmeza, e tendo como ruas imediatamente paralelas, a nascente a Rua de Santa Catarina, e a poente a Rua do Bolhão (que não é a do conhecido mercado, mas sim a que é encimada pelo parque de estacionamento Silo Auto). É um prédio cheio de charme,com uma aposta nos mármores, madeiras nobres e cobre (alvo, aliás,da cobiça dos larápios).O elevador é quase uma peça de museu, que merce ser apreciada com vagar. O mesmo se pode dizer das belíssimas caixas de correio, logo à entrada, à direita de quem entra.

Para quem vem de fora de automóvel e quer conhecer esta zona do Porto, o melhor é estacionar nesse mesmo parque, o Silo-Auto (por ser o parque mais intuitivo, e conhecido, pela sua peculiar forma circular). Tem à sua disposição mais três parques muito bem situados: o da Trindade (agora parcialmente "comido" pelas obras do Metro), o do Via Catarina Shopping, e o novíssimo parque da Praça D.João I. O escritório fica no coração comercial da cidade, a um minuto a pé da Rua Santa Catarina, e a cinco minutos a pé do centro comercial Via Catarina, conhecido e premiado internacionalmente pela sua praça de alimentação, que reproduz a fachada das casas tradicionais portuguesas. No nosso quarteirão, o prédio do escritório situa-se à direita de quem sobe, no nº 594 - 2º Esq., entre o Restaurante D.Duarte e a loja de pronto a vestir Prassa, e em frente à confeitaria de nossa tertúlia, a Deu la Deu 2, onde se come o melhor bolo-rei da zona, salvo melhor opinião. Nas esquinas ascendentes ficam os pontos de referência mais conhecidos do nosso quarteirão: à direita de quem sobe a Confeitaria Cunha, e à esquerda a IBM (Edifício Eneda) e o BPI. Não nos podemos esquecer também, cinco metros acima de nós, da Pizza Hut, da loja de artigos e decoração infantil Luna Lunera, do instituto Inlíngua, da Optica Pinho, etc, etc. E referimos todos estes nomes porque, como se imagina, eles fazem parte integrante do nosso quotidiano, e é bom que se registe para a posteridade o que aqui há hoje, porque cada loja conta uma história, história essa que pode, um dia, ser a única forma de existência destes saborosos cantos e recantos urbanos. E só nós sabemos a riqueza humana que, com um pouco de atenção, se pode encontrar em cada quarteirão de uma cidade.Para comer bem, tem o Restaurante Nun'Álvares (simples, mas com uma cozinha excelente), em frente ao Silo-Auto, a conhecida Cunha (mais sofisticada), o Restaurante D.Duarte, mesmo por baixo de nós, a Pizza Hut (para quem gosta), e o Abadia (cinco minutos a pé, a descer), etc, etc.Aliás, comer bem é coisa que não é difícil no Porto!
2. O nosso Marquês (Sá da Bandeira)
Nasceu em 1795 e morreu em 1876. De seu nome de baptismo Bernardo de Sá Nogueira de Figueiredo, foi o 1º Barão, 1º Visconde e 1º Marquês de Sá da Bandeira. Natural de Santarém, foi um dos vultos mais importantes do Liberalismo português. Iniciou a vida militar com apenas 15 anos, no combate aos invasores franceses, e participou em todas as campanhas militares liberais, e, essencialmente, na parte que nos interessa, foi bravo combatente e dirigente militar nas batalhas travadas com as tropas absolutistas de D.Miguel, nomeadamente durante o Cerco do Porto, nas quais se inclui a batalha do Alto de Sá da Bandeira, nome que lhe acompanhou os títulos nobiliáticos, e que por sua vez foi revertido, em sua homenagem, à nossa actual Rua Sá da Bandeira. Atingiu o posto de General. Foi o político liberal português com maior número de anos de governação, tendo sido presidente do Conselho de Ministros cinco vezes. Par do Reino desde 1834, foi o obreiro da abolição da Escravatura em todos os territórios portugueses, por ele decretada definitivamente em 1869.
Acontecimentos a que também está ligado:
1823-Golpe de estado absolutista - a Vila-Francada
1836-Revolução de Setembro
1836-Proibição de importação e de exportação de escravos nas colónias portuguesas a Sul do Equador
1851-Nomeação de Sá da Bandeira para Presidente do Conselho Ultramarino
3. Breve História da Rua Sá da Bandeira
A Rua Sá da Bandeira pode ser considerada uma rua nova na história do Porto. Começou a ser rasgada em 1836 a partir dos congregados (em frente à estação ferroviária de S. Bento), mas só nos nossos dias ficou com a configuração actual, que segue sensivelmente o traçado da antiga viela da Neta, hoje um troço desaparecido, de que restam apenas alguns indícios junto a Sampaio Bruno, e Fernandes Tomás. Aliás, a Rua Sampaio Bruno, a primeira tansvessal à esquerda da Rua Sá da Bandeira, quem sobe, e que a liga directamente à Av. Aliados, já se chamou Rua Sá da Bandeira e Travessa Sá da Bandeira. Curioso é também lembrar que a Rua Sá da Bandeira era para seguir em frente, em traçado largo, em direcção à actual Praça D.João I,estando nesse plano de alargamento, de 1911, prevista a demolição de parte da igreja dos Congregados - mas o plano foi alvo de um pleito judicial, que findou favorável aos embargantes, preservando-se por isso os Congregados.
A Rua Sá da Bandeira segue pois, em frente a Sampaio Bruno, por uma acentuada curva à direita, continuando em recta até ao seu final. O primeiro cruzamento é com a Rua Passos Manuel e com a Praça D.João I. A seguir, vem o troço até à Rua Formosa, o tal que fez desaparecer a viela da Neta, e que só foi concluído em 1879. Continuamos agora pelo terceiro troço, só terminado em 1911, aquele que fica entre a Rua Formosa e a Rua Fernandes Tomás, e que já se chamou Rua Ocidental do Bolhão, por ladear a parte ocidental do mercado com o mesmo nome.O quarto troço termina no cruzamento com a Rua Firmeza, que se chama assim por homenagem à coragem e determinação do povo portuense, por alturas do cerco absolutista, na década de 30 do século XIX. Da Rua Firmeza à Rua Guedes de Azevedo fica o nosso quarteirão, já descrito abundantemente acima. Finalmente, o último troço, que começa, à esquerda de quem sobe, com a capelinha de Fradelos, construída em 1804 em homenagem à Nossa Senhora da Boa Hora, cuja imagem aparecia no nicho de uma fonte que havia no monte de fradelos, parte do qual é hoje um tímido espaço verde. Aliás, da Quinta de Fradelos, que ali existiu, houve nome da própria e afamada Rua de Santa Catarina, já que a quinta tinha os limites orientais no local onde hoje fica esta rua, e nela (na quinta) havia uma ermida com uma capelinha dedicada a Santa Catarina Mártir (esta capelinha existiu bem antes da de Fradelos, já que dela há já menção em 1662, quando a quinta de Fradelos pertencia ao Dr. João Freire de Melo, tesoureiro da Sé da Guarda). Neste local, havia também um ribeiro de Fradelos, desaparecido com o rasgar da actual Rua Guedes de Azevedo, que levou este nome em homenagem ao capitalista com o mesmo nome, que ofereceu terrenos à Câmara, para que esta pudesse prolongá-la até à de Santa Catarina.
O último troço termina na Rua Gonçalo Cristovão (conhecida pelo viaduto e pelo edifício do Jornal de Notícias), e pensa-se que terá a idade recente dos edifícios nele construídos.
Curiosidade Final: o nome de Sá da Bandeira foi atribuído sob autorização do próprio, ou seja, a Câmara do Porto pediu um favor ao Marquês, que na altura ainda era Visconde, e não o contrário, para que a nova artéria, e também a que é hoje Rua Sampaio Bruno (então Travessa Sá da Bandeira) tivesse o seu nome.
w w w(teia). p o r t o(s.m.refúgio;cidade portuguesa;) l e g a l(adj.conforme à lei;justo;bom(bras.)). c o m(comum)
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