(vá fruindo lentamente frase a frase)
(16 anos)
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NOVOS POEMAS (2000)
(ver os mais antigos no final)
RA-TA-TA
CA-BOOM
Este é o som da guerra
Não é o meu som...
Não é o nosso Dom...
Não é o sonho que vivemos em tempos
Aliás,
Esta guerra grita sem ganas
Bem lá no fundo,
Das entranhas humanas
Que não perdem em soltar suas brumas negras
E chacinar quem não os vê
Quem não segue as suas regras
Que procuram todos...o quê?
Querem manter as suas virtudes
Á custa de inocentes
Que não tomam atitudes
Pois parecem não Ter dentes
Para revolucionar...
O padrão abandonar
Está nas nossas mãos
O poder...
De lhes retirarmos grão a grão
E fazê-los sofrer
Para ficarem com nada...
E então com o que é que atirarão?
...Palavras e um simples refrão?
Nada disto conseguem mentes caóticas
Pois não se podem defender
A explicar suas ópticas
Mas preferem morrer
A beijar a mão do pobre
Que um dia os irá fazer sofrer...
Ed-25/09/00
Lado a lado se fazem dois
E todo o mundo se faz depois
Qual Adão e Eva?
Qual Deus que fez a Terra
Foram duas células que se encontraram
E daí, filhos procriaram
Seres que vaguearam o planeta
Qual humano, qual oligoqueta...
Humano distúrbio faz
No simples animal que procura a paz
Seres malévolos e incipientes
Ganância que coloca petróleo nos indevidos recipientes
É capitalismo nova forma de vida
Um novo mundo que este criou
Já o deixou de chamar "querida"
Pois em longíquo milénio o Universo abortou
Um mundo que há muito comungou
Com a banal existência
O orgasmo de dinheiro
E a pura demência
È certo, que nosso olhos andam escuros
Procurando no galinheiro
A harmonia inatingível
A paz inviolável
Não é pelo caminho que tornámos viável
Que o sol brilha
A mãe dá carinho
E a mão da sua filha
Mas é por este troço
Esta estrada de alcatrão
Que vamos caindo no infinito poço
Ed-20-09-00
Um palco vazio...espectáculo fechou...
Sentimentos perdidos, pois o tempo findou
Novas vidas se fazem e novas estátuas se erguem
Amizades cessam...velhos amores se esquecem
O verde estende-se, vazio e desidratado
Oprimido e mal tratado
Tal como nós?
Seremos todos um número?
Ou actores falhados...
Numa peça onde amostras se deitam ao lixo
E depois...queixam-se de ninguém encontrar o seu nicho
Num espectáculo que já acabou
Muito antes de eu saber
Que já cá estou...
Ed-17/07/00
Que solidão imensa!
Que paz tão enriquecedora
O meu cérebro pensa
E minha voz é prometedora...
No ar que me rodeia
Em cada bafejo
Desta noite meia
Eu me revejo
A doçura da música que sinto
Não é razão alguma
Para saber que não minto
Ao afirmar que não sigo lei nenhuma
Persigo apenas a lei do virtuoso
Dentro deste planeta horroroso
E me transformo na caça
Daqueles que vivem no mato grosso
Mas por mim tudo isto passa
Pois eu vivo sem raça
Em cada segundo vivo para matar
Todos aqueles que não vivem para amar...
Ed-18/09/00
Todo o toque da tua pele
É macio como o ribombar do vento
Mas não me vejo nele
Penso mais se me tento
Porque não mais quererei chorar
Porque não quero saber
A razão do ritmo ser sonoro no ar
E o desejo de tanto te ver
Ouro e gente do mar
Mal elas sabem
Como é difícil não te perdoar
Pois o sentimentos não cabem
No teu céu e nas tuas estrelas...
Mais me quero perder em doces ruelas
Do que voltar a existir com elas
Ed-26/09/00
Esta cara vai para quem quer
Para quem se sentir capaz
Quem sabe mais do que saber
Quem não procura a mera paz
Senta-te bem,
Confortável poeta
Pois esta carta é para ti, mais ninguém
Podes considerá-la uma oferta
Um relato
Uma visão
Um tiro de raspão
Julgo que o verdadeiro poeta
È o que sente, não o que vê
Mas pensa...sem visão és também maneta
Pois quem da visão sente falta, raramente lê
Agora, a Revelação
Pois o mais importante num poeta,
Mais do que a sensação
È a sua caneta
Que reflecte experiências
O veículo do saber
O retrato de demências
E do vil prazer
Agora já o sabes
Esta é a mais importante arma
De quem ralata o sentimento
E quando finalmente despejares a tua tara,
Grita-a ao vento.
Ed-20/09/00
O cavalgar do tempo é inevitável
Quanto mais corres atrás dele
Mais ele se deseja afável
Revolve-se a mente
E ele continua, livre...
Tal como o nosso sagrado ente
O Vento que envolve as marés
E nos transforma em puro expediente
Sobre o lixo que se deita aos nosso pés....
Partilhai os vossos corpos Humanos
Pois quando o quiserem de novo
Os relógios vão escoar, amenos
Alheando-se de tudo o que se passa
Na dita pureza dos nossos terrenos...
Ed-26/09/00
Sente a luz penetrar
Compreende o teu luar
Sê tu, mais ninguém
Não te ergas num monumento
Nem te rebaixes à humanidade que procuras amar
Dá valor ao que corre por dentro
Sê livre de amar...
Com toques de graça nascestes
E com toques divinos irás, um dia morrer
Mas não te esqueças do conselho que encaixastes
E quero que feliz, começes a crescer
P.S:-A um sobrinho (Gui) Que toda a inocência com que nascestes não seja escoada com o cavalgar das emoções...
Ed-27/09/00
A minha mente move
O meu corpo fica
Enquanto todo mundo chove
Minha alma enternece rica.
Quando estrelas ardem sós
Luzes se apagam
Não há fogo para nós
E todos os corações se trespassam.
A voz que estremece dentro do mundo
Não pertence ao reino da consciência
Mas ao velho moribundo
Que renega o valor da pura ciência
Tal como eu, que exploro no fino ar
Todos os planetas que se cruzam
Dentro da vida que existe para me aterrorizar
Nestes momentos que perduram
Até eu deixar de te olhar
Por causa do negócio que conjuram
Aqueles que corróiem o meu mar
Mas enfim,
Meu corpo fica
Mina mente move
Enquanto minha alma é rica
Toda a Terra chove
Em lágrimas de solidão
Pela vida que tem em mão
Pela água que perdem
Pois a bebê-la não se atrevem.
Não há direito
Neste mundo existir
Quando o caminho é estreito
E só com medo podes conseguir
A eterna chama
Da vida na rama( que chama? )
Pois, mas...
Todo o meu corpo move
Quando minha mente fica
Enquanto toda a alma é rica
Minha terra chove...
??????????????????????????
Ed-25/09/00
Nada se parece com o que é...
Já ninguém se move com a sua fé
Todos demovem seus antepassados
O puro momento
Todos promovem os seus actos
Com corroídos pensamentos
De verde ser
Verde ficar
Verde vencer
Verde pensar
Para mim...não é só o verde industrial que interessa
Prefiro a cor onde não há pressa...
Ed-25/09/00
A um inspirador-Buckley R.I.P.
Com o mais puro dos olhares
Percorreu o duro caminho
Com pensamentos singulares
E um fraternal carrinho
Com a sua caneta doiro
Atravessou a minha alma
Com um leve estoiro
E me atraiu á calma
Fostes das mais puras almas que percorreu a nossa existência voraz...
Por todo o prazer que tivestes enquanto acelaravas
Descansa em paz...
Ed-28-09-00
O olhar reluzente em trevas ensombrado
Mais em tempo do que em breve espaço,
Me faz sentir levemente embriagado,
Tal como corvo em pedra de aço
Em todo o resto me fizestes sofre mal-tratado,
Com mão dura segurando o maço
Agora, com abela vista do prado,
Iluminado em cada passo .
Me faz fome o céu
Tal como faz o sangue
Ó se não fizesse de ti réu,
Talvez agora viesse saciado
Pois com sede de alma eu estou.
Pois poeta vampiro eu sou
Edgar Alves Moreira
25/02/99
Ó escuridão negra como breu .
Como me deixei guiar por esse mal teu
Mal que é doce,
Doce de condão,
Mal que arranca a luz, do meu coração
Alma negra que me assombras
Iluminada com cinzas ebónicas----
Elemina teus pecados de mim
Antes que o fio chegue ao fim
Edgar Alves Moreira
25/02/99
A minha vida é uma noite
Noite imensa
A minha vida foi.-se,
O meu coração não pensa .
Rabiscava a lápis grosso as emoções,
Mas a pena partiu-se .
Ódio que nasce de meu coração
Mai cedo mais tarde viu-se
Talvez alguém que chegue do alto
Faça maravilhas onde ninguém conseguiu
Talvez alguém preencha o lugar donde me falto
Só mesmo alguém que me viu
Edgar Alves Moreira
10/03/9
O escuro e o negro são meus
O claro e o belo são teus
Tão depressa quanto falastes
Mais depressa mos roubastes
Choro à bruta solidão
Uma história meiga
Talvez seja o meu coração,
Quem te ame e te proteja.
Gosto de ti negra princesa
Talvez os teus olhos
Talvez a tua presa .
Presa onde se prende o puro e sentido
Fúria negra em que me embalastes .
Talvez agora consiga matar o cupido
Edgar Alves Moreira
10/03/9
Que será este sentimento de praze que me invade a alma?
Talvez segurança?
Talvez calma?
Talvez prazer de espírito
Com certeza bravura de coração
Pois afastei o mefisto
Será que agora o fado se transformou em música?
Musica de levitação
Música no coração
Será que o futuro se reflecte em meu espírito?
Ou se refracta em vidro alheio
Ó destino que te tardas em revelar
Alivia minha dor dor de vaguear
Traz luz a minha escuridão
Reúne os pedaços de meu coração
Trevas imensas em que me encobri
Tanto mal me fazem à razão
Efeito que só agora descobri
Edgar Alves Moreira
18/09/9
Sinto-me deprimido Abafado
Gosto de me entir amado realizado
Quando me cortam a fala
Meu coração não cala
Tenho de o meter na mala
Mais raro é o efeito do amor neste pálido horror
Meu corpo chora de dor minha alma sem cor
Talvez o céu estrelado .me arranque o magoado
Minha vida é fado talvez desgraçado
Alguém que me salve alguém que me ame
Alguém que me tire da cave alguém que tenha a chave
Salvem-me antes do sol poisar
Pois a lua está prestes a chamar .
Edgar Alves Moreira
14/03/99
Meu ser é de luz feito
Mas de negro é colorido
Minha imagem está vestida a preceito
Minha alma com ferida está dorida
Aspiro a um ser inuagalável
Alugueres insuperável
Ah!talvez demasiado maleável
Tanto prazer de mais me dará a alma
Tanto ardor me dá este corpo .
Terei de ser com certeza morto
Almaminha que te gastas
A mim não mais te afastas
Edgar Alves Moreira
14/03/99
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