Direitonarua

Apresentação

Colegas,

Que seja claro: “O Direito na Rua”, como “O Direito na Escola” e “O Direito no Teatro”, não é para ver, é para fazer.

E hoje, não no mês que vem. Compete a cada um de nós, não a um grupo, não a um site, não a uma empresa.

Direito na Escola:

Quem me leu nos anos transactos, deve saber que iniciativa do Direito na Escola tem a sua origem remota num hábito pessoal: alguns dias antes ou depois do Dia de Santo Ivo, 19 de Maio (mas também noutra altura qualquer, a solicitação dos professores), desloco-me a uma escola para estar com as crianças e falar de Direito.

O método costuma ser simples: a professora que conhecemos pede aos alunos das suas turmas para que elaborarem uma questão cada um, e depois a conversa é como as cerejas. Fica-se horas ali, a ouvir e a esclarecer aquelas dúvidas.

E todos eles são tão desconcertantes, que, não raro, as teoricamente “piores” turmas são as mais estimulantes, gerando discussões interessantíssimas, daqueleas que dificilmente temos no dia a dia do foro (nunca tão autênticas, pelo menos ).

Este costuma ser o meu momento profissional do ano, e cada um que passa é mais gratificante, agora que vou recuando nas idades das crianças com quem falo.

Já há algum tempo que pensava provocar os colegas para que cada um (que queira e possa) contacte alguém na escola da sua residência ou domicílio profissional (paróquia, freguesia, concelho), e faça isto mesmo: as escolas têm autonomia pedagógica, a iniciativa é boa (no sentido de que tem bonomia pura, sem qualquer tipo de interesse obscuro), não envolve qualquer tipo de protagonismo ou “show-off”. E pertence a cada jurista.

Os juristas que resolvam promover a sua própria visita elaboram depois um texto sobre a sua experiência, e enviam-no para um dos meus mails privados (pode ser o pedro@portolegal.com ), para que se possa agregar e publicar a experiência. A divulgação da mesma fará com que outras escolas tomem iniciativa idêntica.

Se eu contactar 30 colegas (advogados, juízes, juristas….), e cada um deles falar com outros 2, já somos 91, só para começar…

Aproveito para pedir os bons ofícios dos colegas que não o queiram fazer por si, tentando envolver outros colegas que considerem ter perfil para tal  (advogados, solicitadores, magistrados, notários, conservadores…), para que cada um promova a sua iniciativa, na medida do possível.

As consequências futuras da criação de um saudável hábito como este podem ser muito interessantes, mas pelo menos talvez deixemos de levar com tanta ignorância cívica.

Gradualmente, a coisa é para alargar a outras idades, assim esteja escrita a peça de teatro que temos preparada para várias idades, da infantil ao final do ensino secundário.

Não se  disse, mas é óbvio que as Delegações locais da OA podem, e penso até que devem, aderir a esta iniciativa, assim os colegas lhes possam divulgar a ideia.

O “Direito na Escola” custa zero cêntimos, considerando que o prazer que cada colega que aderir vai tirar provocará certamente um superávite na sua alma.

Então, colegas, vamos a isto?

Direito no Teatro:

Está a ser escrita uma peça de teatro modelo que servirá de base às representações nos vários níveis de ensino, podendo ser livremente adaptada pelos “encenadores” responsáveis,

em escolas ou colectividades.

 Exigências, só duas: a menção da origem da iniciativa, e o seu posterior relato público, para publicação aqui e noutro “local” qualquer.

Conclusão:

O essencial é não perder tempo –como é habitual nos juristas – a mastigar a ideia, a medir os prós e os contras, etc, etc.

Não há contras, creiam-me.

Só avançará quem tiver paixão pelo Direito, e a paixão faz, por si só, as coisas.

Deixem então a paixão actuar, e tragam-nos notícias nas próximas semanas.

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